terça-feira, 6 de janeiro de 2026

estonteante

pernas de seda ajoelham mostrando geolhos

(cda– igrejas)

 

diz-se de um joelho de estátua

que anda pelas ruas

 

de um amor do que em paixão

fervente e louca cai

 

dos jornais depostos onde se lê

o nada temporal de tudo

 

do que ocluso no alongá-las

nasais ladeadas pelas densas

 

medidas informais 

luxúria

 

os corpos se entendem, mas as almas não

(arte de amar – manuel bandeira)

 

na ponta da língua a alma explode

depois sopra e vibra e torna a soprar

contida pela fricção dos corpos

 

ulula muito antes do delírio

para explodir com a boca aberta

a lúcida algaravia