a vida nos transforma em velhos urubus.
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Frasezinha 2
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Oswaldo Martins
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terça-feira, 27 de julho de 2010
Da poesia e seus lugares
faz a morte o nariz curvar (villon)
Quem senão a poesia pode falar do grotesco com tanta naturalidade. Sabe-se que muitas vezes o nariz é metonímia para o pênis. A morte passa a ser – a partir do verso de Villon – uma possibilidade da impotência, de maneira que a perda das sensações significa estar morto. A poesia desvela este sentido, permitindo ao sujeito investir na afirmação do ser pulsante, no tesão pela vida, pelo outro corpo. A poesia pode ser lida como se fosse uma foda, tencionando os músculos do cérebro para a explosão da sensação natural a que se está sujeito. Daí que outra deriva pode ser buscada. O raciocino e a reflexão, a partir do poema, têm a ver com a explosão do sexo, com o gozo físico, igualando assim a capacidade de invenção que a reflexão nos dá com o sentido instintivo e prazeroso que o sexo permite. Por isso nada lhe estranho. Nenhuma palavra, nenhum contexto – mesmo os mais ímpios, mesmo os mais impuros ou condenáveis – são matéria que se deva deixar de lado. Se Safo pensou no isolamento de ser ante a enormidade do universo foi por perceber que seu desejo se consumia no abandono lascivo da contemplação.
(oswaldo martins)
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Oswaldo Martins
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segunda-feira, 26 de julho de 2010
Pilulinha 11
(oswaldo martins)
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quinta-feira, 22 de julho de 2010
a voz do anjo
1
por despir meu manto
outros tantos
enlouquecidos
fiaram-se pelas arandelas
antálgicos
contra o desespero
enquanto despia-me
um outro compunha
a salvação do mundo
para sempre embriagado
de mim
(oswaldo martins)
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Oswaldo Martins
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10:54
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sexta-feira, 16 de julho de 2010
Gardel Mano a mano
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