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terça-feira, 25 de agosto de 2026

metafórica da gaveta

 

o absconso da negativa

surte no carambolar dos atros

preso em si deriva pó

em surto de urgência

 

uma gaveta, por exemplo,

acavala sobre a mão

pequenos grãos

 

o pequeno caos

arranja em nódoa

as certezas múltiplas

naquilo que nunca

 

em tango argentino

faz dançar a desluz

segunda-feira, 24 de novembro de 2025

metafórica da aranha


o imperceptível tece legendas

as peles lentas se deformam

rios em seus sulcos

agudos seres sendo

 

cascas sob o intacto

do juízo cavam

depois expelem

 

as quelíceras fatais

das aranhas, por exemplo,

nem se notam quando preparam

a paralisia dos sentidos

 

forçam-nos ao esconso

sentido da vida

terça-feira, 9 de setembro de 2025

metafórica do poema

 

a música cessa os alevinos

jogados pelo estrondo

da correnteza

se tornam exemplo

nefasto e imovível

 

a paisagem os rios

o mar tudo é nada

e esse clangor

do inexistente

 

acede à significação

vazia do poema