suposta madrugada sem lustre
o gato ante o fenômeno livre
tem olhos postos no balaústre
ele o gato escuso de um alpivre
a imagem dúbia sobre tal crivo
a estática aldeia a um grito
do homem a fatídica mira
tocata sob o tanger da lira
o alpivre – agora gato torto
brilha – antes o que fora e seca
a pata inerte a folha cresta
mimetismo cru sem as arestas
nem ataúde-nós, a nua charneca,
onde antígone sepultou o morto