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terça-feira, 5 de novembro de 2013

Hölderlin

A canção de Hyperion


Oh santos génios! Vós caminhais,
lá por cima, em luz, sobre terra suave.
Brilhantes deuses etéreos
Tocam-vos levemente,
Qual os dedos da artista
nas cordas santas


Sem destino, como a criança
Adormecida, os anjos respiram;
Castamente guardado
Em discretos botões,
O espírito floresce-lhes,
Eterno,
E os santos olhos
Veem em silenciosa
E eterna claridade.


Nós, porém, fomos condenados a errar,
Sem descanso, p’la terra fora.
Ao acaso, de uma
Hora para a outra,
Os homens sofredores
Somem-se e caiem,
Como a água atirada de
Recife para recife,
Ano após ano, na incerteza.

Tradução Luís Costa


Hyperions Schicksalslied

Ihr wandelt droben im Licht
Auf weichem Boden, selige Genien!
Glänzende Götterlüfte
Rühren euch leicht,
Wie die Finger der Künstlerin
Heilige Saiten.

Schicksallos, wie der schlafende
Säugling, atmen die Himmlischen;
Keusch bewahrt
In bescheidener Knospe,
Blühet ewig
Ihnen der Geist,
Und die seligen Augen
Blicken in stiller
Ewiger Klarheit.

Doch uns ist gegeben,
Auf keiner Stätte zu ruhn,
Es schwinden, es fallen
Die leidenden Menschen
Blindlings von einer
Stunde zur andern,
Wie Wasser von Klippe
Zu Klippe geworfen,
Jahr lang ins Ungewisse hinab.



Hölderlin

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

DER TOD DES EMPEDOKLES / A MORTE DE EMPÉDOCLES


DER TOD DES EMPEDOKLES

ERSTE FASSUNG

ERSTER AUFTRITT


Panthea. Delia



Panthea

Dies ist sein Garten! Dort im geheimen
Dunkel, wo die Quelle springt, dort stand er
Jüngst, als ich vorüberging – du
Hast ihn gesehn?

Delia

O Panthea!
Bin ich doch erst seit gestern mit dem
Vater in Sizilien. Doch ehmals, da
Ich noch ein kind war, sah ich
Ehn auf einem Kämpfer –
Wagen bei den sSpielen in Olympia.
Sie Sprachn damals viel von ihm, und immer
Ist sein Nam emir geblieben.


(Hölderlin)



A MORTE DE EMPÉDOCLES

PRIMEIRA VERSÃO

PRIMEIRO ATO

PRIMEIRA CENA

Panhthae. Délia


Panthea

Eis o seu jardim! Naquela secreta
Escuridão onde a fonte jorra estava ele
Há pouco, quando por aqui passei – tu
Nunca o viste?

Délia

Ó Panthea!
Apenas desde ontem me encontro na Sicília
Com meu pai. Porém, outrora, quando
Era criança, vi-o
Num carro de
Combate durante os jogos de Olímpia.
Nesse tempo muito se falava dele e o seu nome
Gravou-se-me na memória.

(Maria Teresa Dias Furtado)