segunda-feira, 31 de maio de 2010

Pilulinha 2

JUVENTUDE, de Joseph Conrad, é uma novela em que os dilemas da juventude são apresentados de forma densa. A narrativa, à maneira conradiana de narrar, traz ao leitor uma deliciosa tensão que não se resolve, senão como aprendizado para as tensões inerentes ao homem. A juventude, nesta brilhante novela, é menos afirmação da experiência de uma certa e inequívoca idade, mas a confirmação de que toda experiência nova nos reporta à inexperiência.

Pilulinha 1

O TODO-OUVIDOS de Elias Canetti é um livro inesquecível. Ao longo da criação de 5º caracteres, o búlgaro permite que se entreveja não só características da humanidade, mas características de pessoas que fazem parte do dia a dia. Elucidativo quanto ao homem e sua natureza mais estranha.

(oswaldo martins)

domingo, 23 de maio de 2010

díptico para post de jorge coli

as pernas sugerem
a pin-up sob suas dobras

externa os corpos
das flores caídas

(oswaldo martins)

Vejam lá o post:
http://augosto.fotoblog.uol.com.br/photo20100217210332.html

sábado, 22 de maio de 2010

BERE’SHITH II

A SEGUNDA HISTÓRIA DA CRIAÇÃO


5.
E nenhum § arbusto do campo §
ainda não era sobre a terra §§
e nenhuma erva do campo §
ainda não brotara §§§
Pois não fizera chover §
O–NOME–DEUS § sobre a terra §§
E homem nenhum §
Para cultivar § a terra–húmus

6.
E uma névoa §
ia subindo da terra §§§
E umedecia §
toda a face da terra – húmus


7.
E afigurou O–NOME–DEUS § o homem §
pó § da terra–húmus §§
e inspirou em suas narinas §
o respiro dos vivos §§§
e ficou sendo o homem § alma–de–vida

8.
E plantou § O–NOME–DEUS §
um jardim no Éden § a leste §§§
E pôs ali §§
O homem § o qual afigurara

9.
E fez brotar § O–NOME–DEUS §
da terra–húmus §§
toda árvore § aprazível de ver §
e boa de comer §§§
E a árvore–da–vida § no meio do jardim §§
E a árvore §§ do saber § do bem e do mal

10.
E um rio § saía do Éden §§
para umedecer § o jardim §§§
E dali § se dividia §§
em quatro cabeceiras–rio

11.
O nome de um § Pishon O–que–salta §§§
Ele circunda § toda a terra de Havilá §§
na qual § há ouro

12.
E o ouro § daquela terra lá §
é bom §§§
e há bdélio e pedra–ônix

13. E o nome do segundo rio §
é Guihon o–que–jorra §§§
Ele circunda §§ toda terra de Kush

14.
E o nome do terceiro rio §
é Hidéquel o Tigre §§
ele vai § a leste de Assur §§§
E o quarto rio § o Eufrates

15.
E tomou § O–NOME–DEUS § o homem §§§
E o fez repousar no jardim do Édem §§
Para cultivá-lo § e guardá-lo

16.
E ordenou § O–NOME–DEUS §§
ao homem § dizendo §§§
De toda árvore do jardim § comerás poderás comer

17.
E da árvore § do saber § do bem e do mal §§
dela § não comerás §§§
Pois § no dia § em que dela comeres §
à morte morrerás

18.
E disse § O–NOME–DEUS §§
não é bom § estar o homem § à parte §§§
Farei para ele uma parceira §
a par dele

19.
E afigurou O–NOME–DEUS §§
da terra–húmus § todo animal do campo §
e § toda ave do céu §§
e os fez vir § até o homem §§
para ver § como ele os chamaria §§§
E todas § como as chamasse o homem §
almas–de–vida § assim seu nome.

( Transcriações de Haroldo de Campos – ÉDEN – um tríptico bíblico)

sexta-feira, 21 de maio de 2010

O menino da sua mãe

Poema do Dia

O Menino da sua Mãe


No plaino abandonado
Que a morna brisa aquece,
De balas trespassado
- Duas, de lado a lado-,
Jaz morto, e arrefece

Raia-lhe a farda o sangue
De braços estendidos,
Alvo, louro, exangue,
Fita com olhar langue
E cego os céus perdidos

Tão jovem! Que jovem era!
(agora que idade tem?)
Filho unico, a mãe lhe dera
Um nome e o mantivera:
«O menino de sua mãe».

Caiu-lhe da algibeira
A cigarreira breve
Dera-lhe a mãe. Está inteira
E boa a cigarreira.
Ele é que já não serve.

De outra algibeira, alada
Ponta a roçar o solo,
A brancura embainhada
De um lenço... deu-lho a criada
Velha que o trouxe ao colo.

Lá longe, em casa, há a prece:
"Que volte cedo, e bem!"
(Malhas que o Império tece")
Jaz morto, e apodrece,
O menino de sua mãe.

CRIATURAS (IN)ANIMADAS


quarta-feira, 19 de maio de 2010

poemeu‏

era grande
tão grande
que não conseguia
abaixar-se.


elesbão ribeiro
(17/05/10)

didascália

didascália

arrependido do tanto amor que dedicou à don'Angela
Gregório de Matos Guerra
poeta barroco libertino e baiano
abandonou-a com esta página escrita

fui.



elesbão ribeiro