Mostrando postagens com marcador poesia iraniana. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador poesia iraniana. Mostrar todas as postagens

domingo, 9 de junho de 2019

Poesia iraniana



7
Alcorão, o livro supremo, pode ser lido às vezes,
mas ninguém se deleita sempre em suas páginas.
No copo de vinho está gravado um texto de adorável
sabedoria que a boca lê, a cada vez com mais delícia.

8
 Há muito tempo, esta ânfora foi um amante,
como eu: sofria com a indiferença de uma mulher;
a asa curva no gargalo é o braço que enlaçava
os ombros lisos da bem amada.

(Omar Khayan – trad. Alfredo Braga)

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

dois poemas de Forough Farrokhzad

The Captive

I am thinking that in a moment of neglect
I might fly from this silent prison,
laugh in the eyes of the man who is my jailer
and beside you begin life anew.

A Cativa

Estou achando que em um momento de negligência
Eu poderia voar desta prisão silenciosa,
rir nos olhos do homem que é meu carcereiro
e ao seu lado começar uma nova vida.

*

Call to Arms

Only you, O Iranian woman, have remained
In bonds of wretchedness, misfortune, and cruelty;
If you want these bonds broken,
Grasp the skirt of obstinacy.

Convocada

Só você, ó mulher iraniana, manteve-se
Em laços de miséria, infortúnio e crueldade;
Se você quer esses laços quebrados,
agarre a saia da obstinação.

(Forough Farrokhzad)

(Trans: Maryam Dilmaghani, September 2006, Montreal)


(trad. Fernanda Limão)